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Pacientes que tiveram Chikungunya podem ter complicações vasculares crônicas

Pacientes que tiveram Chikungunya podem ter complicações vasculares crônicas

16

fevereiro

A segunda fase da pesquisa “Complicações Vasculares na Febre Chikungunya”, idealizada por profissionais do Hospital das Clínicas da UFPE, revelou que 50% dos pacientes que tiveram a doença persistiram com inchaço nas pernas – mesmo após a fase aguda da arbovirose.

  A iniciativa do hospital, que é administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), pode ajudar a orientar o diagnóstico e o tratamento para diminuir o inchaço e a dor nos pacientes, pois descreve algo inédito.

  A cirurgiã vascular do HC que está à frente do estudo, Catarina Almeida, explicou que, logo na primeira fase da pesquisa (realizada de março a junho de 2016), 32 pacientes se submeteram ao exame de linfocitigrafia (procedimento que permite avaliar o funcionamento do sistema linfático). Destes, 86% apresentaram características de acometimento da circulação linfática devido à Chikungunya, com inchaços nos membros inferiores.


  Noventa dias após a realização do primeiro exame, na segunda etapa da pesquisa, foi observado na avaliação clínica que 16 pacientes persistiram com os inchaços (mesmo após a fase aguda da doença).

  “O estudo apresenta uma nova manifestação da febre Chikungunya que é o inchaço de causa linfática e mostra, pela primeira vez, a cronificação dessas manifestações. O linfedema não tem cura. O paciente irá tentar controlar o inchaço dos membros inferiores por meio de fisioterapia com drenagem linfática e uso de meias”, explicou Catarina.

  Vinte nove pacientes voltaram a ser acompanhados em outro momento, dos quais 20 repetiram a linfocitigrafia. Foi constatado que 65% deles tiveram uma piora em seu quadro – demonstrando que a Chikungunya pode provocar doenças vasculares crônicas, como linfedemas (acúmulo de líquido devido ao bloqueio do sistema linfático).

  “Uma vez que se torna possível o diagnóstico precoce desse inchaço, é possível a gente instituir o tratamento antecipado e evitar complicações”, acrescentou a cirurgiã cardiovascular. Do Portal N10

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